Caríssimos, saudações!
Nessa calma madrugada de sexta para sábado, silenciosa e escura venho tratar de um tema diferente. ( Na verdade são 6:30 da manhã, mas comecei a redigir este post por volta de umas 3:00...por isso falei em madrugada hahahaha)
Enfim, hoje falaremos de um tema bem inusitado e controverso, mas que também tem de ser discutido: o Mal.
Uma pergunta que perpassa os séculos sendo interpretada das mais diversas formas.
Mas, afinal, o que é o mal? Qual seu fundamento? É substancial?
Vejamos...
E para se falar de mal na cristandade, é preciso falar do demônio: para falar do demônio, é preciso recorrer a indivíduos que passaram suas vidas combatendo-o face a face: não com teoria ou retórica, mas com uma crueza que nem os mais céticos puderam até hoje explicar ou negar.
Para essa tarefa recorri ao padre exorcista José Fortea, a quem conheço por meio de suas obras sobre a natureza angélica e dos demônios.
Assim, neste post dividido em três partes (dada a dimensão do tema), intercalarei pensamentos meus aos do Padre José Antônio Fortea.
Antes de mais nada, uma pequena biografia:
Há alguns dias, entrei em contato com o padre por e-mail, pedindo para que ele contribuísse com alguma catequese sobre o tema para o blog. A resposta não tardou e, extremamente atencioso e respeitoso, Fortea falou-me que estava realmente impossibilitado de realizar outras funções que não fossem dedicar-se ao término de seu próximo livro, estava tão ocupado que mal conseguia responder aos e-mails. E, convenhamos: estudar, escrever e ainda realizar exorcismos realmente devem tomar um baita tempo. Assim mesmo, Fortea me mandou sua bibliografia completa e disse para que eu utilizasse-a da forma que achasse melhor, afim de elucidar o tema. Bom, assim sendo, posso transcrever trechos do livro dele sem preocupações com direitos autorais. Aliás, sendo o padre - como eu disse - espanhol, as obras que me enviara também se apresentam na mesma língua. Assim, recorri à tradução informal de meu colega também blogueiro Ebrael Shaddai, a quem agradeço imensamente.
Dito tudo isso, fica meio sem sentido o título "diálogo com um exorcista", mas por falta de criatividade fica este título mesmo. Até porque, transcrevendo perguntas e respostas de seu livro, até ficará parecendo uma conversa informal.
As perguntas e respostas que aqui serão expostas integram o livro SVMMA DAEMONIACA - Tratado de Demonologia e Manual de Exorcistas. O livro tem tradução em português pela editora Paulus e pode ser adquirido em diversas lojas católicas ou através deste link!
Então vamos em frente...as posições do padre estarão em branco, enquanto as minhas em amarelo.
Nesta primeira parte, falaremos do "nascimento" do mal e do demônio, de acordo com as Sagradas Escrituras e a tradição católica, bem como por relatos dos próprios possessos - que mesmo em pessoas bem simples, confirmaram estes detalhes.
PARTE 1 - A Gênese do Mal
1. O que é um demônio?
"Demônio é um ser espiritual, de natureza angélica, condenado
eternamente. NÃO tem corpo; NÃO existe em seu ser nenhum tipo de matéria sutil
nem coisa alguma semelhante à matéria. Assim, [o demônio] tem uma existência de
caráter inteiramente espiritual. Spiritus,
em latim, significa “sopro, hálito”. (...)
"Os demônios não foram criados maus. (...) Eles mesmos se tornarão no que são. Ninguém os fez assim."
(FORTEA, 2012, p. 15)
(FORTEA, 2012, p. 15)
Suprimi alguns pontos de maior valor teológico mas que iriam dificultar a leitura.
Pois bem, foram criados no princípio anjos: seres espirituais constituídos de vontade e consciência. Seres que teriam sido criados "à sombra" de Deus. Uso este termo e explico-o: os anjos viviam junto a Deus, mas não conheciam sua essência. Não conheciam porque não compreendiam. Diz o evangelista: "Deus é Amor". Só se compreende o amor na liberdade, na livre escolha. Assim, fora necessário que antes de verdadeiramente conhecerem a Deus, passassem por uma "prova". Um teste onde lhes seria dada a oportunidade de escolher estar junto a Deus, ou abandoná-lo para seguir numa existência a sua margem. Assim, demônios escolheram se tornar demônios. Escolheram separar-se de Deus.
Mas continuemos:
"Houve algumas fases na psicologia dos Anjos antes que se transformassem em demônios. Estas fases se deram fora do tempo material. Ocorreram no eon. Ocorrendo no éon, essas fases a nós, humanos, pareceriam ter sido quase instantâneas. Mas, para o que a nós pareceria tão breve, a eles foi como um século ou milênio.
As fases de transformação dos anjos [que desobedeceram] em
demônios foram as seguintes:
No início, lhes penetrou a dúvida; a dúvida de que, talvez, a
desobediência a Deus pudesse ser o melhor. No momento em que, espontaneamente,
aceitaram a possibilidade de que a desobediência a Deus fosse uma opção a
considerar, aí mesmo já pecaram. No princípio, essa aceitação da dúvida constituiria [apenas, embora não pouco] um pecado venial. Pouco a pouco, tal
pecado venial evoluiu para o pecado grave. Mas, nesse ínterim, nenhum dos anjos
em dúvida estava disposto a, irreversivelmente, afastar-se de Deus; nem sequer
o Diabo. Posteriormente, quando foi se acomodando em suas inteligências aquilo
que suas Vontades haviam escolhido, não obstante o ditame de suas
inteligências, as quais os recordavam de que a desobediência [a Deus] era
contra a razão [i.e., irracional].
Mas, suas Vontades se afastavam, mais e mais, de Deus.(...)
Finalmente, esse processo levou ao pecado mortal, que se deu
em um momento concreto, por uma ato de Vontade. Ou seja, cada anjo [dos que
desobedeceram] não apenas quis desobedecer, mas inclusive optou por ter uma
existência à margem da Lei Divina. Não era mais somente um resfriamento do Amor
a Deus; já não era uma desobediência menor a algo que lhes fosse difícil de
aceitar. Na Vontade de muitos deles, surgiu a ideia de um destino separado da
Trindade, um destino autônomo.
Aqueles que perseveraram neste pensamento e decisão, começaram
um processo de justificação desta escolha; um processo em que trataram de se auto convencer de que Deus não era Deus, de que Deus era um espírito mal, de que
podia ter sido seu Criador, mas que n’Ele havia erros, falhas. Começavam a flertar
com a possibilidade que surgira em suas inteligências: uma existência apartada
de Deus e de suas normas, que parecia ser mais livre. A normas de Deus, a
obediência a Ele e à Sua Vontade tornaram-se para eles, pouco a pouco, coisas
opressoras e pesadas. Deus passava a ser visto como tirano de quem deviam se
libertar." (FORTEA, 2012 p. 17)
Este ponto é interessante. Filosoficamente falando, não basta negar uma ideia para se opor a ela. Há, na verdade, que se constituir toda uma nova linha de pensamento. Uma linha que siga a franca oposição da até então ordem vigente. Assim, ao se apartar de Deus, Lúcifer e os demais anjos teriam que escolher se tornar uma substância que em nada fosse similar a Deus. Se Deus era amor, Lúcifer se tornaria ódio. Se o Primeiro era bom, o segundo teria q se tornar mal. O desafio aí para Lúcifer era se tornar um paralelo a Deus. Criar em si um conceito que fosse diametralmente oposto a de seu Pai. Só assim conseguiria rivalizar com Ele. Opor-se a Ele.
Este ponto é interessante. Filosoficamente falando, não basta negar uma ideia para se opor a ela. Há, na verdade, que se constituir toda uma nova linha de pensamento. Uma linha que siga a franca oposição da até então ordem vigente. Assim, ao se apartar de Deus, Lúcifer e os demais anjos teriam que escolher se tornar uma substância que em nada fosse similar a Deus. Se Deus era amor, Lúcifer se tornaria ódio. Se o Primeiro era bom, o segundo teria q se tornar mal. O desafio aí para Lúcifer era se tornar um paralelo a Deus. Criar em si um conceito que fosse diametralmente oposto a de seu Pai. Só assim conseguiria rivalizar com Ele. Opor-se a Ele.
"Esta nova fase de afastamento de Deus já não significava apenas buscar uma existência fora da Divindade, mas que Deus também passava a representar um empecilho grave à sua Liberdade. Pensavam que a beleza e felicidade do Mundo Angélico poderiam ser mais válidas sem um opressor. Por que havia um Espírito que se elevava acima dos demais espíritos e sua Vontade deveria ser imposta às dos outros? “Não somos crianças nem escravos”, deviam ter pensado.
Deus já não era mais um
ser ao qual haviam dado as costas, mas lhes começava a converter-se no próprio
Mal. Desde aí, começaram a odiá-lo As
advertências divinas para que se voltassem para Ele eram consideradas [pelos
anjos rebeldes] como intervenções inaceitáveis. Nesta fase, o ódio cresceu mais
em uns [corações rebeldes] e menos em outros.
Pode nos surpreender a ideia de um anjo chegar a odiar a Deus.
Mas, há que se entender que, para eles, Deus já não representava o Bem, senão
um obstáculo, a opressão, as algemas dos mandamentos e a falta de liberdade. O
ódio deles nasceu com a energia de suas Vontades resistindo, uma vez após
outra, às chamadas de Deus que, como um Pai, os buscava. Podemos dizer, também,
que o ódio [desses anjos] surgiu como reação lógica de uma Vontade que deve
afirmar-se em sua decisão de abandonar a casa paterna, assim para usar um
exemplo que nos seja mais compreensível. Quero dizer que alguém que se vai de
casa, a princípio, simplesmente quer ir-se embora dali; mas, se seu Pai lhe
chama uma ou outra vez para que retorne, o filho acaba fulminando seu pai,
gritando: “Deixe-me em paz!”. Deus,
então, os chamava, pois sabia que por quanto tempo mais suas Vontades
estivessem afastadas d’Ele, mais eles tornar-se-iam certos [da decisão] de seu
afastamento.
Obviamente, alguns anjos que se afastaram de Deus, num
primeiro momento, [desertaram da rebelião e] acabaram por voltar ao seio de Deus. Esta foi a grande batalha
nos Céus, da qual se fala em Apocalipse:
“E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus.
E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o
Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os
seus anjos foram lançados com ele"
(Apocalipse 12:7-9)
Como os anjos podem lutar entre si? Se não têm corpos, que armas podem ser usadas? Os anjos são seres espirituais; o único combate que podem travar entre si é de ordem intelectual. As únicas armas que podem brandir são os argumentos intelectuais. Essa luta [entre os anjos] foi um combate intelectual. Deus enviava a graça para que voltassem à fidelidade ou se mantivessem [firmes] nela. Os anjos [fiéis] ofereciam
argumentos aos [anjos] rebeldes para que retornassem à obediência. Os anjos rebeldes interpunham suas razões para fundamentar sua postura e para incitar a rebelião entre os [anjos] fiéis. E, nessa conversação entre as miríades incontáveis de anjos, houveram baixas [perdas] de ambos os lados: [alguns] anjos rebeldes regressaram à obediência; anjos fiéis foram convencidos pela sedução dos raciocínios malignos.
A transformação [dos anjos rebeldes] em demônios fora progressiva. (...) Cada um [dos anjos que se tornaram demônios]
recebeu de Deus uma natureza, mas cada um deformou-se segundo seus próprios
caminhos extraviados.
Por isso, a batalha findou quando cada um já estava
encapsulado, por assim dizer, em sua condição irreversível. Chegou um momento
em que só poderia haver mudanças acidentais em cada ser espiritual. Aos
demônio, lhes chegou um instante em cada um se manteve firme em sua
imprudência, em seu ciúme, ódio, inveja, soberba, egolatria...
A batalha havia acabado! Poderiam seguir discutindo, falando,
disputando, exortando-se uns aos outros, por milhares de éons (eras), mas assim mesmo só haveria mudanças acidentais. Foi, então,
quando os anjos foram admitidos na Presença Divina. Aos demônios, foi-lhes
deixado que se afastassem definitivamente. Foram relegados à situação de
prostração moral à qual cada um tinha se colocado.Como se pode deduzir, não é
que os demônios tivessem sido enviados a um local trancado, com chamas eternas
e aparatos de tortura, mas que são deixados como estão; são abandonados à sua
própria liberdade e Vontade. Não foram levados a parte alguma. Os demônios não
ocupam lugar; não há aonde pudessem ter sido levados. Não há aparatos de
tortura nem chamas que lhes possam atormentar, ou mesmo correntes que lhes
possam prender. Tampouco, os anjos fiéis não entraram em lugar algum.
Simplesmente, receberam a graça da visão beatífica. Tanto o Céu dos Anjos como
o Inferno dos Demônios são estados. Cada anjo leva em seu interior seu próprio Céu
[ou santuário], esteja onde esteja [ou melhor, aja como aja, pense como pense].
Cada demônio, faça o que faça, leva dentro de si seu próprio Inferno." (FORTEA, 2012, p.20)
Relembro então duas coisas: a primeira, como já foi citado, os anjos que caíram tomaram sua forma de maneira definitiva. Isso porque, sendo criados de uma forma muito mais completa que nós, humanos, não possuem o álibi do pecado. Vejam, pecamos, nos arrependemos e somos perdoados. Mas tudo isso porque num primeiro momento não temos perfeita consciência do mal que fazemos com nosso erro. Quando tomamos tal consciência é que nos arrependemos. No entanto, anjos já foram criados com uma inteligência muito mais aguçada. Deste modo, quando tomam uma decisão, já estão perfeitamente cientes de suas implicações, e se a tomam mesmo assim, é de forma definitiva. A segunda coisa que recordo é que o Inferno não é um espaço, mas um Estado de espírito daqueles que se apartam do amor. Viver sem o amor é o suplício.
Relembro então duas coisas: a primeira, como já foi citado, os anjos que caíram tomaram sua forma de maneira definitiva. Isso porque, sendo criados de uma forma muito mais completa que nós, humanos, não possuem o álibi do pecado. Vejam, pecamos, nos arrependemos e somos perdoados. Mas tudo isso porque num primeiro momento não temos perfeita consciência do mal que fazemos com nosso erro. Quando tomamos tal consciência é que nos arrependemos. No entanto, anjos já foram criados com uma inteligência muito mais aguçada. Deste modo, quando tomam uma decisão, já estão perfeitamente cientes de suas implicações, e se a tomam mesmo assim, é de forma definitiva. A segunda coisa que recordo é que o Inferno não é um espaço, mas um Estado de espírito daqueles que se apartam do amor. Viver sem o amor é o suplício.
"O momento em que já não havia mais a “procura” [de Deus por seus anjos], é precisamente quando um anjo vê a Essência de Deus. Pois, depois de ver a Deus, nada mais lhe poderá fazer mudar de opinião. Depois de [alguém] ter visto a Deus, jamais poderá escolher [ou fazer] algo que lhe ofenda o mínimo que seja. Pois a inteligência compreenderia que seria escolher [ou melhor, considerar a opção] entre esterco e um tesouro. O pecado, depois desse momento, é impossível. O anjo, antes de adentrar ao Céu, compreendia a Deus, o que era e o que corroborava sua Santidade, Onipotência, Sabedoria, Amor, etc. Depois de ser admitido na contemplação de Sua Essência [a de Deus], não só compreende, mas então a vê. Ou seja, [não apenas conhece, mas] vê sua Santidade, Amor, Sabedoria, etc. O espírito, ao ver aquilo, se preenche de tal amor, de tal veneração, que jamais, sob qualquer hipótese, quer apartar-se d’Ele. Por isso, [então,] o pecado passa a ser impossível [para os anjos fiéis].
O demônio, no entanto, se torna irrevogavelmente preso ao que
escolheu, desde o momento em que Deus [por sua Misericórdia], decide não
insistir mais. Chega um tempo em que
Deus decide não mais enviar graças para o arrependimento [dos anjos rebeldes].
Pois, cada graça de arrependimento só pode ser superada, vencida, afirmando-se
[o anjo rebelde] ainda mais em seu ódio. Deus, então, vê que enviar mais graças só faria com que o Demônio confirmasse,
com ainda mais força, o que sua Vontade escolheu [para si]. Eis o momento em
que Deus-Amor dá as costas [ao Demônio],
e deixa que seu filho siga seu
próprio caminho. Deixa que o Demônio siga sua vida à parte [ou, como dizem por aí, deixa-o para que viva em paz...]." (FORTEA, 2012, p.21)
Interessante reparar que o maior atributo do amor é a liberdade. E Deus criou a todos com uma liberdade incondicional
Interessante reparar que o maior atributo do amor é a liberdade. E Deus criou a todos com uma liberdade incondicional
"Os demônios aparecem deformados nas pinturas e esculturas antigas e modernas, sendo muito adequada essa forma de representá-los, pois seguem sendo espíritos angélicos, porém tendo sua Inteligência e Vontade deformadas. Fora nestes dois últimos itens, seguem sendo anjos tanto como quando foram criados. O demônio é, definitivamente, um anjo que decidiu seguir seu destino longe de Deus. É um anjo que quer viver livre, sem amarras. A solidão interior na qual se verá a si mesmo pelos séculos dos séculos, o ciúme que lhe afeta sabendo que os [anjos] fiéis gozam da Visão de um Ser Infinito, o leva a encarar, sempre e sempre, seu pecado. Se ele odeia a si mesmo, então odeia a Deus e a todos que lhe deram razões para exilar-se. (FORTEA, 2012, p.21)
Lembremos: eles não podem amar, não querem. Escolheram não amar e serem sozinhos, foi escolha de sua vontade.
" Mas, como dito acima, aqui e sempre adiante, deve-se entender essa deformação como espiritual, de sua Inteligência e Vontade.
A Inteligência está deformada, obscurecida, pelas mesmíssimas
razões com as quais cada um justificou sua partida, sua libertação. A Vontade impôs à Inteligência sua decisão, e a
Inteligência, então, se viu impelida a justificar tal decisão. A Inteligência
funcionou como um instrumento de justificação, de argumentação acerca daquilo
que a Vontade o incitava a aceitar" (FORTEA, 2012, p. 22)
...
Bem queridxs, nesta primeira e exaustiva parte conceituamos teologicamente o que é o mal e, mais especificamente, o que é o demônio. Penso ter sido bastante densa e até um pouco chata pra quem não se interessa muito pelo tema, mas agora, com esses conceitos mais sólidos, poderemos seguir. Logo menos, a Parte 2, contando um pouco mais sobre o desenvolvimento do mal.
Abraços,
Pax Domini.


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